A média de idade dos veículos no Brasil é de 10 anos e 9 meses, de acordo com o anuário de 2023 (último dado disponível) realizado pelo Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças). Esse é o nono ano consecutivo que a frota brasileira envelhece e está próxima aos níveis de 1994. A partir desse dado surge a pergunta: veículos antigos podem oferecer segurança como os mais modernos? Esse foi o tema de um dos programas Tira-dúvidas do Portal do Trânsito como você pode ver acima.
É inegável que a segurança veicular melhorou significativamente nos últimos 10 anos, e que está em constante evolução. Tivemos, por exemplo a obrigatoriedade dos airbags e dos freios ABS em todos os veículos novos fabricados ou importados, o que significou um grande avanço em termos de segurança. Além disso, a indústria automobilística tem adotado novas tecnologias, como diferentes tipos de aço e de soldas, novos padrões de deformação e de absorção de energia em caso de colisão, sem falar da eletrônica embarcada, que tem sido valiosa auxiliar do condutor, no sentido de identificar e até corrigir situações de risco, isso para citar apenas algumas melhorias.
Dentre as recomendações do Plano Global da Década de Ação pela Segurança Viária, das Nações Unidas, está a melhoria contínua nos projetos de veículos. Conforme a Organização Mundial da Saúde, o enfoque de sistemas seguros advoga por transportes seguros para todos os usuários das vias. Essa abordagem considera a vulnerabilidade das pessoas às lesões graves no trânsito e reconhece que o sistema deveria ser projetado para acomodar erros humanos.
