“Os combustíveis sintéticos viabilizam toda uma cadeia produtiva de motores a combustão, tanques e sofisticação do pacote híbrido sem demandar uma sobrecarga de energia elétrica. Mas o grande desafio dos países é não se amarrar a uma única solução, deixando os marcos legais abertos para qualquer tecnologia que venha a resolver os nossos problemas, mantendo uma mobilidade ativa, sustentável, que não gere danos ao meio ambiente, mas que não seja inviável em nível de custos”, disse Erwin Franieck, diretor-presidente do Instituto SAE4Mobility.
Até pouco tempo atrás, parecia que as maiores interessadas na manutenção de motores a combustão eram as fabricantes de carros superesportivos, como a Ferrari e a Porsche. Recentemente, porém, a Stellantis, dona de marcas como Fiat, Jeep, Peugeot e Citroën, anunciou o início dos testes com uma gasolina que reduz em até 90% as emissões de CO2 em 28 famílias de motores.
Mas é a Porsche que parece ter tomado a dianteira nessa corrida. A fabricante alemã é uma das investidoras da Highly Innovative Fuels, que inaugurou em dezembro do ano passado, no Chile, uma usina para produção de gasolina sintética.
Por enquanto, a produção é reduzida. São apenas 130 mil litros por ano, suficientes para encher um tanque de 2,6 mil carros pequenos. Mas as ambições são bem maiores: chegar aos 550 milhões de litros anuais no local a partir de 2026, e também inaugurar outras unidades ao redor do mundo.
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